sábado, 21 de novembro de 2015

RESENHA - Psicose, de Robert Bloch (COM SPOILER)

Autor: Robert Block
Editora: Darkside Books
Páginas: 240
Ano: 2013

Que Psicose é um clássico, não há sombra de dúvidas. Publicado em 1959, o livro de Robert Bloch ganhou as telas de cinema em 1960 pelas mãos de, ninguém menos que, Alfred Hitchcock, mais conhecido como o pai do terror.
Inspirado em uma história real, Psicose retrata, através do protagonista Norman Bates, o caso do assassino de Wisconsin, Ed Gein, que tinha todos os trejeitos psicopatas de Norman.
Sem mais delongas, vamos nos ater ao conteúdo do livro. A história começa com Mary Crane seguindo para a cidade de Sam Loomis, seu noivo, com 40 mil dólares roubados da imobiliária em que trabalhava. Prometendo-lhe casamento somente após quitar as dívidas do pai já falecido, Sam ainda tem alguns anos pela frente para cumprir o prometido à Mary. Todavia, objetivando quitar a dívida do noivo e casar-se, finalmente, com ele, Mary enxerga a oportunidade de mudar seu destino quando o pacote com a quantia, já mencionada, lhe é confiado. Ela só não contava que o destino já havia traçado outros planos para ela. E tal plano tinha nome e endereço certo, Norman Bates.
Norman, transvestido de mother Bates, assassina Mary, arrancando-lhe a cabeça. E, após uma semana volta a atacar, mas desta vez sua vítima é o detetive Arbogast, que vai ao Hotel Bates atrás de Mary Crane e da quantia roubada por esta.
O desfecho, para que não viu o filme, é um tanto estarrecedor, uma vez que o leitor realmente é induzido a acreditar que tem alguém na janela do quarto (e realmente tem), cuja vista é de frente para o hotel. A narrativa de Mr. Bloch nos conduz com maestria à Norma Bates, a mamãe que tudo sabe e tudo vê, a quem reputamos ser a autora dos assassinatos até o último momento. Porém, Norma está mortinha da Silva, verdade esta somente revelada no final, quando ficamos sabendo que a sombra à janela se trata do esqueleto de Norma, já que seu corpo foi devidamente exumado e arrumado estrategicamente naquela posição pelo filho (doidinho, doidinho).
Próximo ao fim, quando o enlace começa a ser traçado e a mente doentia e assassina de Norman desvendada, o frio na espinha é cortante. Imaginar como a mente de um assassino em série se comporta, sem a menor ciência dos que estão ao redor, é chocante e aterrorizante, pois nos faz olhar para os lados e pensar: “Eu poderia topar com um assassino a qualquer instante e não ter a menor consciência disso”.

Conclui-se que, esta foi uma ótima leitura. E por mais que o filme seja muito fiel ao livro, deixa muito a desejar diante da obra-prima que é... Psicose.





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